domingo, 23 de abril de 2017

Adam Smith


Adam Smith (1723-1790) foi um economista e filósofo do século XVIII que desenvolveu, na época do Iluminismo, uma das principais teorias do liberalismo econômico. Segundo ele, deveria se ter total liberdade econômica da iniciativa privada, sem que houvesse intervenção do Estado. 

Por si só, a livre concorrência iria regular o mercado, ou seja, a própria demanda e oferta iriam se igualar e, desta forma, iria surgir um preço ideal. Além disso, um mercado sem intervenção estatal provocaria uma queda nos preços e fomentaria inovações tecnológicas para se melhorar o ritmo de produção.

Essas ideias, promoveriam um contraponto ao governo absolutista dos reis europeus, pois contestava o regime dos direitos feudais e privilégios que persistia em muitas regiões da Europa.

Frase célebre

O mercado funciona como uma “mão invisível” que conduz os agentes econômicos para uma situação ótima do ponte de vista da eficiência.

Sua teoria foi de suma importância ao desenvolvimento do capitalismo nos séculos posteriores.

Lembra?

A Riqueza das Nações foi sua principal obra, escrita no ano de 1776. Segundo a obra, o bem estar de uma nação advêm do crescimento econômico e da divisão do trabalho, além da livre concorrência e acumulação de capital para o desenvolvimento econômico

Em suas próprias palavras, "não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu próprio 'auto-interesse'"



terça-feira, 18 de abril de 2017

Ranking de Rentabilidade - Março 2017

Salve, confrades! Está no ar (com alguns atrasos) a terceira edição do Ranking de Rentabilidade da Blogosfera:



Série A: Masters of the World

 
A queda do Ibovespa corrigiu as carteiras focadas em ações dos mestres da Série A. A maré virou e a série A foi a que teve a pior rentabilidade média no mês de março.

Ao que tudo indica, o estoque de truques do Surfista Calhorda começou a acabar e ele precisará estudar novas manobras, porque em março tomou um pequeno caldo das marés do mercado. Mesmo assim, continua o primeiro colocado com uma diferença de quase 5% do segundo lugar.

O Longe do Limite tem uma carteira muito exposta em ações, com 80% de exposição e foco em blue chips. Coincidentemente, ficou com uma rentabilidade idêntica do IBOV no mês de março, -2,52%, foi também a pior rentabilidade mensal do ranking.

O Pretenso Milionário realizou duas ultrapassagens e ocupou seu lugar nos Masters of the World, nem mesmo o fim dos empréstimos camaradas tornou-se um obstáculo para as pretensões dele. Sua carteira de ações baseada em análise fundamentalista e com foco em Small Caps parece ter saído bem, se continuar nesse ritmo vai competir seriamente pela liderança do ranking nos próximos meses.

Nosso auditor procurando o Investidor Defensivo
Sem muitas novidades, o Investidor Defensivo continuou em quarto lugar e sua carteira baseada exclusivamente em ações caiu menos que o IBOV. Um fato muito curioso foi que a rentabilidade mensal foi negativa, mas a anual passou de 12,17% para 12,25%. Ficamos sem entender como isso é possível e despachamos um auditor para verificar esse estranho fenômeno.

Série B: Not Bad


Eu consegui o melhor desempenho mensal do Ranking e três ultrapassagens no mês de março (embora uma ultrapassagem, provavelmente, seja por causa dos atrasos), apesar do fracasso miserável nas operações com derivativos, o PQDP11 e minhas Small Caps salvaram a rentabilidade mensal. Não consegui publicar o Ranking e nem consegui publicar os três posts semanais, estive muito atarefado tanto no trabalho, como na vida particular. Além disso, ainda tive que dar uma acalmada em alguns agentes da CIA que vieram me procurar depois que eu disse que o ataque com gás na Síria foi uma armação. Foto abaixo:


O Zé Ninguém permaneceu em sexto lugar e teve uma pequena queda de -0,82% na carteira. Segue em sétimo o Investidor Convicto, com uma rentabilidade, também negativa, de -1,13%, em linha para uma carteira próxima de 50% RF e 50% RV. O Gregório Carnegie realizou uma ultrapassagem e teve uma rentabilidade positiva de 1,24%, carteira focada em RF e FIIs.

Série C: Pé-de-chinelo


Os integrantes dessa série honraram o nome da série, ficando todos com rentabilidades positivas, mas modestas. Poderia também ser chamada de série devagar se vai longe.
Série C feliz com os resultados
O Idiota continua com sua carteira redondinha com foco em RF e continuou na nona posição. O Aportador subiu uma posição com sua carteira bem distribuída e que inclui PGBL e ações no exterior. Em décimo primeiro ficou o Pobre Japa, que depois de ser alertado sobre o atraso por nossos especialistas não atrasou mais. O Japonês tem sua carteira focada em RF com alguns FIIs e uma migalha de ETFs. Com a carteira focada em RF, o Noob Investidor permaneceu em décimo segundo.

Série D: Jênios das Finanças


O grupo dos lanternas teve performances variadas pelas grandes diferenças entre as carteiras dos participantes. O Meu 1º Milhão e o Investidor das Exatas fazem parte do grupo com grande exposição em RF  e ficaram em décimo terceiro e décimo quarto lugares respectivamente. A carteira alfabética No Stress do Investidor Livr3 teve desempenho negativo, provavelmente por causa da desvalorização cambial das ações offshore, como ele está em viagem nos EUA não deu mais detalhes.
"Tradições" norte-americanas
Por fim, ficou perdido no carnaval o Economicamente Incorreto, que não mandou sinais de vida desde essa data. Torçamos para que ele consiga encontrar o caminho para a casa depois da ressaca.

Mais uma vez, não conseguirei cumprir meu plano de postagens, dessa vez por causa da maldita declaração de IRPF. Tentarei postar novamente na próxima semana. Abraços!

Link para a edição anterior do Ranking

domingo, 16 de abril de 2017

Carteira FII Carnegie

Olá campeões, o post de hoje é mais simples, porém vejo que é uma forma de trocarmos informações sobre os fundos de investimento imobiliário existentes na busca das melhores opções.

O que mais me chama a atenção nos FIIs é a possibilidade do recebimento dos alugueis diretamente na conta da corretora, e ainda, sem a dedução do imposto de renda.

Minha carteira se compõe dos seguintes fundos:

BRCR11

HGRE11

AGCX11

BBPO11

RNGO11

Nesse primeiro momento não vou exemplificar cada um deles, fato que deixarei para publicações futuras. Gostaria de salientar que busco FIIs que não sejam mono inquilinos, apesar da compra inicial de agências bancárias tais como AGCX11 e BBPO11. Após o ápice da crise econômica brasileira, verifiquei que estes estavam menos sujeitos a variações do consumo e serem mais resilientes nestas situações, apesar que a tendência de diminuição de agências físicas é um risco que não pode ser desconsiderado. 

Capa da Edição Revista Economist
Um dos casos da venda, com prejuízo, foi o EDGA11 que foi muito afetado pela crise do estado do RJ. É um fundo que sofreu muito, principalmente por estar diretamente vinculado ao setor de consumo. Com o fechamento de diversas lojas e atrasos constantes, este fundo está sofrendo bastante com a crise econômica. Acabei saindo, por não ver uma perspectiva no médio prazo. 

Fundos multi inquilinos e com robustez de caixa, possibilitam uma melhor performance quando comparados a fundos do tipo mono inquilinos. Um dos exemplos é o NSLU11, no caso hipotético, a saída do Hospital Nossa Senhora de Lourdes do estabelecimento ou o não pagamento do aluguel, acarretaria numa perda para o investidor. Vale ressaltar que considero uma opção bastante válida, mesmo sendo mono inquilino, porém cada pessoa possui um perfil de investimento mais adequado a sua própria personalidade

PQDP11 - Shopping Dom Pedro - Campinas - Valorização de mais de 25% em 2017

Na minha visão, com uma eventual melhora na economia e, principalmente, da capacidade de consumo, apostaria em setores mais vinculados a esse setor, tal como o setor de shoppings. Incluo um dos melhores fundos listados que é o PQDP11, porém com sua rápida elevação na cota, acaba por dificultar novas entradas (estou de olho).

Fundos de papel,  acredito não ser o melhor momento, pois muitos estão vinculados a taxa de juros, com ela caindo (fato que está ocorrendo), acaba por impactar diretamente nesse tipo de FII. 


Era isso pessoal, se alguém tiver mais alguma opinião, sugestão podem comentar aqui.
Grande abraço

domingo, 9 de abril de 2017

Fechamento mês março 2017 - Carnegie

Olá pessoal, segue o resultado de minha carteira no mês de março.

Diferentemente do Marcelo Barbarossa, tenho uma exposição conservadora da carteira.

Estou observando o mercado acionário com cautela, em virtude de muitos ativos considerados blue chips estarem bastante elevados. O índice IBOV teve uma alta de +7,25 % no ano de 2017 e mais de 33% em menos de um ano, espero por uma definição no panorama político para fazer entradas mais expressivas. Minha rentabilidade foi impactada pela pequena desvalorização após a compra de HGRE11.

Rentabilidade da carteira: +1,24%
Rentabilidade Anual: +7,32%



IBOV últimos 30 dias:   -0,19% 
IFIX últimos 30 dias :   -0,39% 
Poupança:                       0,52 % a.m
Inflação março:              0,25 %

Investimentos em renda fixa, principalmente tesouro direto, seguem dando uma rentabilidade aceitável, em virtude da projeção da taxa SELIC para as próximas reuniões do Copom.

A principal mudança foi a compra de cotas de fundo imobiliário HGRE11, pois considero um investimento que possa ser interessante a longo prazo. Não pretendo vender por um bom tempo, assim como os outros FIIs que tenho.

Os fundos de investimento imobiliário deram uma subida boa do final do ano passado para cá. Há fundos que estão rendendo menos que a poupança, porém seguem subindo. Estou de olho mais precisamente em PQDP11 (que está com uma cotação bastante elevada - subiu quase 70% em menos de 1 ano) e HGLG11 (fundo logístico) que apesar de ser considerado um bom fundo, está com problemas consideráveis na vacância e possíveis definições poderão prejudicar esse FII a médio prazo.

Coloco o livro lido no mês como meta para ler um livro por mês, apesar do curto espaço de tempo durante semana. 

Livros Lidos nos mês: Decisões Inteligentes em Imóveis - Márcio Fenelon 

Como melhor forma de começar a semana, deixo uma frase motivacional.


Abraço!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Trump ordena Airstrikes para Ajudar Terroristas

PQP. Trump está fazendo exatamente o contrário do que disse na campanha. Fiquei muito decepcionado hoje, o cara atacou o governo sírio depois do Hoax do gás clorídrico. Péssima notícia, eu acha que haveria alguma reconciliação com a Rússia, mas ele foi no caminho totalmente contrário e continuou a mesma política do Barack Osama.
Os EUA já estão com déficits enormes e agora ele compra briga com a Rússia para ajudar a Al-Qaeda na Síria.

PQP

terça-feira, 4 de abril de 2017

Suposto Ataque com Gás na Síria

Foi noticiado que no dia de hoje um ataque com gás clorídrico matou mais de 100 civis na pequena cidade de Khan Shaykun e a mainstream media rapidamente atribuiu a autoria do ataque à Força Aérea Síria e culpou o presidente Bashar Al-Assad.

Similarmente à premiação do Oscar, quando a Al-Qaeda ganhou um dos prêmios, toda a mídia e os governos ocidentais se juntaram para atacar o governo sírio, sem ao menos verificar os fatos.

Os fatos são os seguintes:

1 - A cidade de Khan Shaykun é controlada pelo grupo terrorista Hayat Tahrir Al-Sham (HTS), afiliado da Al-Qaeda na Síria.

2 - Todas as fontes que noticiaram o ataque são da mídia jihadista.

3 - Não há nenhum motivo para o governo Sírio utilizar gás contra terroristas, muito menos contra civis. Assad está vencendo a guerra e utilizar ataques químicos só aumentaria as pressões internacionais.

4 - A superprodução feita mostrando o resgate dos civis contaminados sugere que o "ataque" seja uma armação.

As Alternativas mais Lógicas:


A alternativa mais lógica que explica o suposto ataque é a da armação por parte do HTS para incriminar o governo Sírio. Esse cenário é sustentado pela cobertura cinematográfica feita do resgate de civis e pelo grande número de White Helmets prontos para "socorrerem" os civis. Claro que o HTS não teria o  menor problema moral em matar alguns civis de uma cidade sob controle deles para atrair atenção internacional.

O Tweet a seguir de ontem também causa muito espanto:
Esse Tweet da mídia jihadista diz o seguinte: "Amanhã, uma campanha de mídia será lançada para cobrir a intensidade dos bombardeios aéreos sobre o interior de Hama e o uso de gás clorídrico contra civis. O interior de Hama está queimando."

O único erro desse vidente é que Khan Shaykun fica na província de Idlib, mas está somente há 5 quilômetros da fronteira entre Idlib e Hama.

A segunda alternativa mais lógica seria que uma bomba da aviação síria atingiu um depósito dos terroristas em que estavam estocadas armas químicas. Por causa das evidências de preparação anterior não acho que ela seja muito provável.

A terceira alternativa mais lógica seria que os terroristas estavam manipulando gás clorídrico para produzir armas químicas, mas um erro no processo resultou em um vazamento.

Por último, a alternativa mais improvável é a que o ataque foi planejado pelo governo sírio. Não há nenhum objetivo nesse tipo de ataque, muito pelo contrário, um ataque desse tipo dá à outros países um pretexto para intervenção. O governo sírio está ganhando as principais batalhas e tomando mais território dos terroristas, não há motivos para conduzir um ataque como esse.

Background


Resumidamente, o background da Guerra Civil Síria é o seguinte: em 2011, os EUA, Israel, Arábia Saudita e Qatar começaram a patrocinar os grupos terroristas rebeldes para derrubar o governo de Assad, assim como foi feito na Líbia. A principal demanda desses grupos é a destituição do governo secular e nacionalista do Assad para a instalação de um governo fundamentalista islâmico e imposição da Shariah.

Em 2015, a Rússia começou a prover forte apoio ao governo Sírio e os grupos terroristas perderam poder daí em diante. Os EUA pararam de patrocinar os terroristas e passaram a patrocinar somente os separatistas curdos.

Apesar do Estado Islâmico fazer megaproduções cinematográficas mostrando as execuções feitas pelos terroristas, o grupo terrorista mais poderoso é o HTS, porque ele continua tendo apoio externo e tem controle de regiões populosas e não somente de desertos. Eles também fazem decapitações e querem o extermínio de cristãos e xiitas, mas não fazem superproduções como o Estado Islâmico. Os supostos rebeldes moderados estão sob a égide do HTS ou do Ahrar Al-Sham, os "rebeldes moderados" são uma farsa, bem como os White Helmets.
Lembrando qual é o modus operandi dos White Helmets
Daria para desenvolver muito mais sobre esse conflito, mas a intenção era apenas desmascarar o viés da mídia convencional no "ataque" de gás. A Guerra Civil Síria é muito mais complexa do que nos é mostrado e todos os lados são ou já foram apoiados por vários atores internacionais diferentes, já deixei claro que apóio o governo Assad no conflito e vejo nele a única alternativa que não transforma a Síria em uma província salafista e condena as minorias à submissão ou extermínio.

Abraços e que caia uma bomba termobárica sobre a cabeça de cada terrorista.

domingo, 2 de abril de 2017

Fechamento: Março Anno 2017 - Barbarossa

Salve, Confrades! Apesar do fracasso monumental com Hedges, minha rentabilidade ainda foi muito boa. Perdi 0,7% da carteira tentando fazer Hedge esse ano e, como já tinha dito, de agora em diante parei.

Antes que eu me esqueça: Ave 31 de março de 1964! Meu respeito aos brasileiros que morreram lutando para livrar o Brasil do comunismo.
Rentabilidade da carteira Brasil: +3,36%
Rentabilidade da carteira USA: -0,06%
Rentabilidade da carteira de Bitcoins: -2,19%

Rentabilidade Total: +2,92%
Rentabilidade Anual: +11,14%

IBOV mensal: -2,52% 

Fiquei bem acima do IBOV em março, a principal alavanca da minha carteira foi o FII Parque Dom Pedro Shopping - PQDP11, o qual tenho grande posição e subiu 11,25% no mês. A subida do PQDP11 e outros FIIs e ações que tenho em carteira foram suficientes para reverter a rentabilidade negativa advinda do pagamento de impostos pelo vencimento dos títulos tesouro Selic 2017, do fracasso miserável com os hedges no mercado futuro e da autossabotagem da PF (pois é, sou acionista da JBS).


A carteira Brasil está distribuída com 86% do capital alocado em ações e FII e 14% alocados em RF. Estou deixando minha promessa de detalhar a composição da carteira para a eternidade, porque eu não monto planilhas de alocação por ativo. Vai dar bastante trabalho fazer as planilhas, mas estou criando coragem para montá-las.

As mudanças na carteira foram:

- Aumento de posição em EGIE3.
- Início de posição em HGRE11.
- Vencimento dos títulos tesouro Selic 2017.
- Compra de debêntures da Celpa e da TCP Paranaguá.
- Perda de cerca de 0,3% da carteira em operações de Hedge (fui pego na direção errada quando o dólar caiu para 3,07).

Até o dia 10 de abril colocarei no ar a terceira etapa do ranking de rentabilidade.

Abraços!