quarta-feira, 28 de junho de 2017

Comentários: BB Seguridade 1T17

BBSE3 - BB Seguridade:

É a primeira vez que eu faço um post nesse blog para falar de uma empresa controlada pelo odioso governo, mas, nesse caso, a BB Seguridade realmente chama a minha atenção por causa de algumas particularidades únicas da empresa.
A BB Seguridade nasceu em 2012 na bolsa, quando o Banco do Brasil vendeu parte de suas ações em um IPO. Foi uma estratégia do governo de vender cada vez mais partes das empresas públicas e ainda manter o controle. Há alguns anos o governo descobriu que pode vender 49,99% do capital de suas empresas públicas e depois vender 49,99% do capital das subsidiárias dessas empresas e ainda permanecer com o controle.
A estrutura societária da BB Seguridade é de Holding, a empresa participa nas sociedades de seguros do BB, estando entre essas participações a Brasilprev, Brasilcap e IRB.

A BB Seguridade tem a enorme vantagem de usar a rede bancária do Banco do Brasil para oferecer seus produtos, o BB paga toda a manutenção de agências e a BB Seguridade tem uma rede enorme para oferecer seus produtos. Por causa dessa vantagem, a Brasilprev consegue ter uma carteira de previdência muito grande sob gestão. Lembre-se: a previdência privada é (em geral) um mal negócio por causa das altas taxas que os agentes financeiros colocam sobre esse produto, portanto ser sócio de uma empresa de previdência é um excelente negócio.
O governo tenta emplacar há algum tempo o IPO da IRB - Brasil RE, caso ele consiga prosseguir na tática de fazer IPO de subsidiárias, os acionistas da BB Seguridade poderão receber uma parte da venda como dividendos (gordos). Não acho que vale a pena comprar BBSE3 só por causa disso, mas é mais um fator positivo para pesar na avaliação.
Os últimos resultados da BB Seguridade estão bastante estáveis, a empresa não é de crescimento, ainda mais na situação atual da economia. A participação que tem se destacado pelo crescimento é a Brasilprev, por causa da crescente preocupação com reformas da pirâmide INSS. Apesar do baixo crescimento dos lucros no todo, a BB Seguridade tem pouca necessidade de realizar novos investimentos e, por isso, consegue praticar um payout de cerca de 80%, remunerando decentemente os acionistas.
A BB Seguridade pode vir a ser uma aquisição interessante para a carteira de investimento considerando os fatores positivos que especifiquei acima, apesar de ser uma sociedade de economia mista, gosto muito de empresas seguradoras, como já disse em outro post, ainda mais se for uma seguradora com uma rede de distribuição enorme e que oferece previdência privada enquanto a pirâmide do INSS é implodida.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Recomendação de livro - Sonho Grande

Grandes mestres da Finansfera, hoje irei abordar uma recomendação de livro que terminei recentemente como uma dica de leitura. O livro abordado é o Sonhe Grande da Cristiane Correa que trata da história e evolução de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, mostrando a evolução e crescimento das empresas controladas por eles.
De início gostaria de destacar que em 2013, além da própria Ambev, Lojas Americanas, o trio era dono de marcas americanas como Budweiser, Burger King e Heinz. É uma história bastante interessante que consegue traduzir, de forma fácil, um pouco das nuances das principais aquisições do grupo.
Através de um estilo agressivo para a época, focando processos e corte de custos, as empresas de Jorge Paulo Lemann conseguiram uma rentabilidade elevadas para seus acionistas e, principalmente, para os próprios envolvidos nas organizações. Exemplos como a da própria Ambev - inicialmente com a compra da Brahma e posteriormente a aquisição da Antártica - mostra como o espírito capitalista reinava nas suas empresas.

Primeiramente, o trio forma o Banco Garantia e consegue avançar durante anos no mercado bancário aferindo lucros elevados para a equipe. Gostava de trazer pessoas dispostas a sacrificar a vida pessoal em prol da empresa, através de incentivos monetários e compra das ações das próprias empresas. Além de buscar pessoas capacitadas para trabalhar com eles, participavam ativamente na contratação dos próprios funcionários. A ideia de tirar os funcionários da zona de conforto era marcada no dia a dia na empresa. Uma rotatividade de cerca de 10% na equipe acabava por acontecer anualmente. Houve casos, como na própria Lojas Americanas e Antártica que muitas pessoas das antigas empresas foram mandadas embora. Quem não conseguia alcançar as metas ou não se adaptava ao novo estilo de governança era trocado por outras cabeças ávidas por desenvolver a empresa. Oportunidades existiam para quem conseguia se adequar a nova dinâmica envolvida.
O fato mais interessante é que Paulo Lemann acreditava na meritocracia como chave para o sucesso. Para quem trabalha no setor público, algumas vezes, mesmo o indivíduo se destacando, acaba permanecendo na mesma função para o resto da carreira sem perspectivas para crescimento. Nas empresas do trio era diferente, quem se destacava podia se tornar sócio ou controlador de alguma unidade adquirida pelo grupo. Apesar de participar ativamente na contratação dos empregados e participar ativamente nas empresas sobre o seu comando, com o tempo, o trio acabava por deixar o cargo para novas pessoas que despontavam nas próprias organizações.
Recomendo o livro para aqueles que querem conhecer um pouco do estilo de comando das empresas comandadas por Paulo, Marcel e Beto e entender como empresas bem administradas podem se tornar cases de sucesso. O livro se torna uma leitura agradável por destacar princípios e exemplos empresariais sem se tornar um livro denso e complicado. É interessante, ainda, notar como é interessante como buscavam crescer ano após ano no mercado brasileiro e/ou global, buscando novas oportunidades de negócio.

domingo, 25 de junho de 2017

EUA Não É Exemplo de Capitalismo

Os Estados Unidos não são um exemplo de capitalismo, mas sim de corporativismo. As grandes corporações e grupos econômicos internacionais conseguem exercer tanta influência sobre o governo americano que governam independentemente dos nomes dos políticos eleitos e buscam benefícios para si próprios, enquanto tentam cercear cada vez mais os direitos básicos dos cidadãos.

Alguns leitores poderão me acusar de socialista, anti-americano, etc. O governo americano é quem é cada vez mais socialista, a cada década o aparato estatal americano fica maior, mais dólares são impressos e a carga tributária aumenta. Sou anti-americano no sentido de ser contra o sistema político dos EUA, um sistema político onde não importa quem é o vencedor, porque as políticas importantes permanecem sempre as mesmas.
Comparando o Brasil com os EUA, obviamente estamos em grande desvantagem quando o assunto é liberdade econômica, mas o que quero evidenciar nesse post é como o governo dos EUA tem políticas perversas tanto a nível mundial como doméstico.

A Construção dos EUA


Os EUA foram criados como uma república de repúblicas, onde o governo federal seria responsável somente pelas representações diplomáticas. Não estava previsto nem mesmo um exército nacional. O ideal criação dos EUA era o de um país com grande liberdade econômica, impostos mínimos e direitos individuais.

O espírito cultural da independência americana é iluminista e progressista, esse ideal por si só legitimou a expansão do estado por meio da participação "popular" no processo político. Outro ponto importante é a oposição entre progressismo e tradicionalismo, o progressismo é centrado na razão humana e, por isso, opõe os ideais moralistas e altivos do tradicionalismo que buscam inspiração espiritual.

Desde a independência até o final da Primeira Guerra Mundial, a sociedade americana gerou muita riqueza, o que permitiu que os EUA se tornassem a maior economia do mundo. O estado mínimo dos EUA foi crescendo até que se tonasse o monstro que é hoje, mas com a emissão de dólares mundialmente aceitos controlada pelo FED, além da riqueza e conhecimento acumulados por mais de dois séculos, não é difícil manter o posto de maior economia mundial.

O Sistema Político e Econômico atuais


Depois da última eleição, minha pouca crença na recuperação do sistema político estadunidense acabou totalmente. O candidato Trump fazia discursos inflamados sobre "drenar o pântano político", acabar com os lobistas, acabar com o lobby da Arábia Saudita, acabar com o Lobby das organizações globalistas e parar de financiar terroristas no Oriente Médio.

Aliança "estratégica" com os financiadores do terrorismo
O que ele faz quando eleito? Exatamente o contrário. Não dá para saber qual é o mecanismo que o sistema usa para controlar o presidente, podem ter ameaçado passar um Impeachment contra ele, ameaçado matar a família dele e também não descarto a possibilidade de tudo ter sido armado desde o começo. Nada impede que um agente da CIA, outro da NSA, outro do FBI, outro da FEMA e outro de uma agência que nem sabemos que existe chegou para ele e fez uma "proposta irrecusável".

Depois de tudo isso fica impossível ainda continuar achando que há a mera possibilidade de um presidente eleito conseguir mudar alguma política importante. O Trump até consegue influenciar algumas políticas domésticas, faz parte do jogo, mas depois de 4 anos chega um democrata impondo mais ideais desumanizadoras como ideologia de gênero, impostos sobre grandes fortunas e banimento progressivo do armamento civil.
No campo econômico, o governo americano cresce cada vez mais e toma partes cada vez maiores da geração de riqueza da sociedade.A Heritage Foundation calculou a arrecadação de impostos em 26% sobre o PIB americano, para nível de comparação a do Brasil é de cerca de 37%. Apesar de parecer um grande avanço em relação ao Brasil, 26% é uma já é uma taxa muito abusiva e o outro problema é que o governo americano gasta muito mais que esses 26%, por isso a dívida cresce a cada ano e a impressão de dólares é desenfreada. O FED ainda consegue controlar a inflação porque o dólar é uma moeda de aceitação mundial e porque, em uma negociação obscura, eles obrigaram os banco privados a comprar parte da dívida e deixar esse dinheiro imóvel, não circulando.

Todos os impostos são roubos, mas um dos impostos mais canalhas que existem no mundo é o sobre herança, é literalmente roubar os mortos, e em alguns estados americanos ele chega até 16%. Será que políticos como a senhora Hillary Clinton que defendeu um aumento nacional desse imposto planeja pagá-lo quando morrer? Obviamente, eles mandarão grande parte do patrimônio deles para Holdings em Paraísos Fiscais, onde ficarão imunes a esta cobrança, porém o cidadão médio americano não tem poder financeiro para mover o patrimônio para escapar desse imposto.
Eles usam brechas que o cidadão não consegue usar
Outro imposto amplamente defendido políticos e por empresários lobistas, até mesmo por Warren Buffet é o imposto sobre grandes fortunas. A lógica desse imposto é a eliminação da concorrência, as fortunas em paraísos fiscais continuariam isentas, e mesmo se os bilionários a pagassem, o dano maior seria para os negócios de quem não é tão rico. Dessa forma, os lobistas atuais diminuiriam o risco de surgimentos de novos concorrentes.
Já ia esquecendo do plano de desregulamentações do Trump, por motivos obscuros, ele foi forçado a abandoná-lo, as grandes corporações amam as regulações e fazem tudo para defendê-las, é um método muito eficiente para encarecer os produtos para o consumidor e criar inúmeras barreiras de entrada para novos concorrentes. Como resultado final, as regulamentações criam produtos semelhantes, caros e de má qualidade. Os EUA possuem muitas regulações, ainda não estão no nível da União Europeia, mas são suficientes para encarecer os produtos em geral.

Políticas de "Segurança"


"Partner Forces" financiadas e treinadas pelos EUA

As supostas políticas de segurança são a parte mais perversa do Deep State americano e nenhum presidente americano pode pensar em mudá-las. Elas são perversas tanto do ponto de vista doméstico como internacional. Na área doméstica podemos citar o controle cada vez maior sobre cada aspecto da vida dos cidadãos e as operações clandestinas das agências de segurança em território americano.

"Partner Forces"
Na área internacional o impacto negativo é muito maior. Os EUA financiaram a Al-Qaeda já no final da década de 1980 para ser utilizada contra a União Soviética, entraram em uma guerra inútil no Afeganistão, na qual o Talibã continua controlando um terço do território quinze anos depois, destruiu o Iraque e favoreceu a criação de grupos terroristas, destruiu a Líbia criando uma crise de refugiados e guerra civil sem fim e agora tenta destruir a Síria financiando curdos separatistas e terroristas de grupos ligados a Al-Qaeda.

Ao contrário da sabedoria convencional, as políticas externas estadunidenses não tem como objetivo melhorar o mundo, exportar democracia e nem mesmo melhorar a vida dos cidadãos americanos, mas sim satisfazer os interesses de dominação global dos grupos globalistas. Isso já aconteceu quando a OTAN se aliou aos bósnios e albaneses muçulmanos para destruir o nacionalismo sérvio e ocorre novamente quando a OTAN se alia a grupos terroristas salafistas para destruir o nacionalismo árabe-sírio.

Conclusão


Daria para escrever uma série de livros e ficar anos pesquisando sobre esse assunto, sempre surgiriam fatos novos ou que passaram despercebidos. Apesar do post ter ficado bastante grande é apenas uma gota em um oceano de assunto.

O intuito do meu post é confrontar a ideia de que os EUA são o país do capitalismo, confrontar a ideia clichê "vou no Mc'Donalds comer um Mc Lanche opressor capitalista". Lanche capitalista é o do comércio que dá desconto no dinheiro para sonegar imposto, e não o de uma rede como Mc'Donalds que faz lobby nos EUA para diminuir a competitividade dos pequenos empresários.

sábado, 24 de junho de 2017

Ranking de Rentabilidade - Maio 2017

Salve, confrades! Sobrevivi às consequências da delação da JBS e, com um pouco de atraso, eu declaro aberta a quinta edição do Ranking de Rentabilidade:

Série A: Masters of the World


Eu sou, pela primeira vez, o Big Cheese do Ranking, o Chefão, The Boss. Acredito que a Fortuna foi mais responsável por minha sina do que as minhas habilidades próprias de operação e manejo de ativos financeiros. Nesse ano eu fui muito favorecido pela grande apreciação das criptomoedas e também pela valorização de mais de 70% da Unipar, outras posições menores em ações como Grendene e Grazziotin também impulsionaram meu resultado. Claro que se eu criasse um método que rendesse 21% a cada 5 meses, eu seria um dos homens mais ricos do mundo em poucos anos, então não creio ser possível repetir meu desempenho Ad Aeternum.

O Economicamente Incorreto ficou em segundo lugar com sua carteira 100% focada em ações e composta apenas pelas empresas com balanços redondinhos, conseguiu o excelente desempenho de 17,28% até agora. O Surfista Calhorda ficou praticamente no zero e trocou de posição com o Economicamente Incorreto. O Pretenso Milionário teve uma rentabilidade levemente negativa e passou de primeiro para último da Série A. Aliás, as colocações da Série A, curiosamente, se inverteram desde a última edição, embora os 4 participantes sejam os mesmos.

Série B: Not Bad


Resumo dos desempenhos da Série B
Todos os investidores da Série B do mês de maio tiveram rentabilidades negativas, principalmente por causa da alocação em ações, mas, mesmo assim, todos ficaram com rentabilidades acima do IBOV. O Longe do Limite realizou uma ultrapassagem e sua carteira alocada 86% em ações e 14% em RF desvalorizou 1,56% no mês. O Investidor Defensivo perdeu uma posição e sua carteira composta por ações de 24 empresas diferentes ficou em sexto lugar no Ranking. O Zé Ninguém permaneceu em sétimo lugar e sua carteira focada em ações, mas com significativa participação de FIIs, aguentou parte da queda do IBOV e desvalorizou somente 0,57%. Carnegie é o novo integrante da Série B, desbancou o Investidor Convicto que caiu direto da Série B para a D. A carteira de Carnegie, focada em RF e FIIs e pouca participação em ações, sustentou a queda do IBOV e apresentou o modesto rendimento de 1,03%.

Série C: Pé-de-Chinelo



Resumo dos desempenhos da Série C
Todos os investidores da Série C tiveram rentabilidades positivas, embora modestas. O Aportador possui uma carteira bem diversificada com RF, PGBL, ações de empresas brasileiras redondinhas, FIIs e ETFs americanos. Essa carteira teve o módico rendimento de 0,01% em maio e, como resultado, a posição do Aportador segue inalterada. A rentabilidade de 0,93% alcançada pela carteira focada em RF e FIIs do Pobre Japa foi suficiente para que ele saísse da Série D e realizasse 3 ultrapassagens. Os FIIs e RF do Noob Investidor conseguiram conter a queda das ações e sua rentabilidade de 5,75% até agora o garantiu o 11º lugar no Ranking.

O Investidor Heavy Metal chegou substituindo o Investidor Livr3, que está desaparecido da blogosfera, postou a última rentabilidade em abril e deu poucas notícias depois que viajou para os EUA. Torçamos para que a NSA não tenha considerado sua presença na Burgerlândia uma ameaça à segurança nacional e tenha o convencido a realizar um suicídio. Heavy Metal ingressa no Ranking na 12ª colocação, com uma carteira com foco em RF, previdência, fundos multimercado e FIIs, nesta ordem, que rendeu 5,54% até agora e 0,44% em maio.

O Investidor Furioso era o primeiro na lista de espera do Ranking, mas seu blog teve vida curta e foi deletado, o segundo na lista era o Heavy Metal e o próximo é o Maromba Investidor.
 

Série D: Jênios das Finanças


Investidor Convicto pulando a Série C
Ainda não temos nenhum Jênio, propriamente dito, das finanças no Ranking, visto que todos conseguiram ficar, pelo menos, acima do rendimento da poupança. A carteira 2/3 RF e 1/3 RV do Meu 1º Milhão o garantiu a 13ª posição. A alta exposição do Investidor Convicto ao ETF BOVA11 foi responsável pela grande queda de sua rentabilidade no mês e, como resultado, ele despencou 6 posições no Ranking. O mês de maio também não foi fácil para O Idiota que teve uma desvalorização de 1,67% na carteira e ocupa o 15º lugar. O Investidor das Exatas segue na lanterna do Ranking e a rentabilidade negativa do fundo multimercado que ocupa 53% da alocação de sua carteira foi suficiente para ofuscar a rentabilidade dos 47% de RF, ficando com rentabilidade próxima de zero no mês.
Link para Ranking de Abril

Continuarei tentando fazer três posts semanais, mas às vezes estou cansado e sem ideias, ao que prefiro não fazer um post do que produzir um post meia-boca, então postei menos nas últimas semanas.

Abraços!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Seguro Celular

Fala, pessoal. Hoje irei abordar um assunto que me chamou atenção essa semana, quando estava fazendo uma pesquisa de preços do celular Iphone 7 no comércio. Não tenho objetivo de adquirir esse celular porém estava acompanhando uma pessoa que tinha interesse em comprar o aparelho e veio a tona a discussão em se fazer um seguro para esse tipo de dispositivo.

O confrade Barbarossa já escreveu sobre esse assunto no post Mévio - Faça seu Próprio Seguro, mas senti que seria pertinente dar a minha opinião, bem como atualizar os valores cobrados para esse tipo de seguro.
Normalmente o seguro é oferecido para quem vai fazer uma aquisição mais cara, como por exemplo o Iphone 7 - 128 Gb (que estava procurando) - que está na faixa dos R$ 3800. Fui numa loja com uma amiga que estava pesquisando a compra desse celular, e, no momento de fechar a compra, o vendedor ofereceu um seguro para incluir no preço final.

O valor do seguro oferecido seria R$ 700,00, o que dá em torno de 20% do valor do celular, que estava na promoção por cerca de R$ 3400. Vale ressaltar que o valor do seguro é à vista, sendo que o valor parcelado permaneceria em torno de R$ 800,00. Dei uma pesquisada na questão dos seguros para dispositivos móveis quando cheguei em casa. É oferecido essa opção por algumas seguradoras, como Porto Seguro e Zurich ou por corretores de seguro.

Fiz a cotação na Porto Seguro, uma cotação completa, incluindo roubo, acidentes elétricos e danos por acidente. O valor ficou cerca de R$ 1000,00. Por corretor o valor ficou um pouco mais abaixo, cerca de R$ 740,00.

O que é interessante é que as seguradoras fazem uma diferenciação entre roubo, furto qualificado, roubo simples, perda e esquecimento. Ou seja, se você simplesmente esquecer o celular em algum lugar o seguro não irá cobrir esse acontecimento. O que o seguro não inclui, também, é o fato de você ser furtado, caso deixe o celular numa mesa, por exemplo (chamado de furto simples). Os tipos mais comuns de cobertura é o furto qualificado, quando você tem, por exemplo, a mochila rasgada para pegarem seu celular e o roubo, quando há a ameaça física ou verbal do meliante para pegar seu celular.

Pesquisei , rapidamente, outras opções de cobertura para celulares. Há o site chamado Pitzi que possui cobertura para acidentes, caso você deixe o celular cair e a tela quebrar. Não possuo maiores informações desse serviço, pois nunca utilizei, porém é uma outra forma de cobertura para celulares. No exemplo dado, os valores ficam entre 5% do valor do celular, bem abaixo do seguro tradicional.
Fazendo uma análise sumária, vemos que o valor base de R$ 700 a R$ 1000, corresponde ao preço de um celular mediano no mercado. Além disso, há a possibilidade de o indivíduo não utilizar o seguro (não ser roubado, nem furtado). Há o custo de oportunidade em não se utilizar esse dinheiro que seria destinado ao seguro (estaria deixando de gastar os R$ 700). Além disso, a depreciação do celular pode ser considerado no momento da utilização do seguro, ou seja, você poderá receber o valor menor do que foi pago na nota fiscal (tudo isso estará especificado no contrato).

Ainda como contraponto, a maioria das seguradoras não considera o furto simples como forma de seguro. Você poderá ser furtado e acabar se decepcionando em não conseguir fazer uso do seguro. É mais interessante pegarmos o valor não gasto no seguro e fazer uma reserva financeira para cobrir os gastos decorrente de algum tipo de acidente/incidente. Caso não ocorra nada, você terá o benefício de permanecer com este valor, fato que não acontece se, simplesmente, contratarmos uma seguradora.

Com relação a golpes digo o seguinte. O vendedor da loja afirmou que o valor alto para segurar o celular (sendo mais caro que um seguro de um automóvel médio ou residencial) é, em virtude do grande número de roubos desses tipos de aparelhos. Pesquisando mais a fundo sobre o assunto, vi que o valor alto, corresponde ao grande número de golpes que as pessoas fazem na garantia de ganhar outro aparelho. Seria mais fácil dar o golpe no seguro do celular do que de um carro por exemplo. Acredito que fazer um seguro pensando desta forma, além de imoral, não é o caso.
Por fim, defendo a ideia de não utilizarmos bens de consumo não duráveis para status (apesar de algumas pessoas defenderem o Iphone como bem de consumo durável). Além de necessitar de recursos que poderíamos utilizar em outras coisas, há todo um medo e receio de utilização desses aparelhos, tal como medo excessivo de utilizar na rua, medo de ser roubado, medo de deixar cair, gerando um custo benefício duvidoso em alguns casos. Tudo depende da necessidade de uso e qual impacto que uma compra fará no orçamento anual do indivíduo. 

Grande abraço!

domingo, 11 de junho de 2017

Ethereum: O Que É?

O Ethereum é uma moeda digital que tem chamado atenção nas últimas semanas, tanto pelo crescimento da cotação, bem como pelo fato de que o Banco Central de Singapura está testando o Ethereum para "tokenizar" sua moeda.

O Ethereum é uma moeda digital diferente das outras, porque ela não foi criada para ser utilizada como moeda, mas sim para que sua cadeia de blocos, blockchain, seja utilizada para digitalizar contratos digitais impossíveis de serem fraudados. É exatamente nisso que o Banco Central de Singapura está interessado, basicamente, está sendo planejado utilizar a Blockchain do Ethereum para digitalizar as transferências bancárias do Dólar de Singapura, com a finalidade conseguir infalibilidade de transações e maior velocidade.

A ideia de utilizar a blockchain para realizar contratos digitais inteligentes é difícil de entender, eu mesmo demorei algum tempo para entender e só aprendi o básico e a parte que mais me interessava, o valor da Ethereum como moeda.
A Ethereum não foi criada com o objetivo de transferir valores e criar reservas de capital, como o Bitcoin e a Dash, a ideia central é a utilização da cadeia de blocos para o registro de contratos digitais, e a moeda Ethereum não é uma moeda propriamente dita, mas sim um token que representa o poder de processamento da rede.
A Ethereum quadruplicou de preço nos últimos 30 dias
Diferentemente das outras moedas digitais, a capacidade de mineração dos mineradores de Ethereum é limitada pelo número de Ethereum possuídos por cada um, dessa forma, os mineradores de Ethereum precisam possuir carteiras grandes e o Hardware de processamento adequado para serem recompensados pela mineração e realizar o processamento da blockchain. Outra diferença é que as moedas digitais propriamente ditas têm um número máximo de unidades possíveis, enquanto o número máximo de Ethereum é infinito, pois a cada bloco, que agora é liberado a cada 17 segundos, são emitidos 5 Ethereum, ou seja, a cada 17 segundos, pela cotação atual, mais 5000 reais em Ethereum entram em circulação.

Conclusão


A Ethereum não foi idealizada sob o princípio de transferir ou guardar valores, portanto acredito que existam moedas mais adequadas e com emissão máxima fixa que possibilitem fazer isso melhor. Não tenho interesse em usar a cadeia de blocos do Ethereum para realizar contratos digitais, porque não sou um programador ou represento uma grande empresa, tampouco tenho interesse em minerar, porque isso só é viável em países com baixo custo de energia elétrica. Investir em hold de Ethereum pode ser lucrativo por causa da crescente utilização da rede, mas acredito que as moedas digitais defacto sejam investimentos melhores.
Para comprar Ethereum é só seguir os passos informados nesse post

Pretendo colocar no ar o Ranking de Rentabilidade amanhã, estou esperando o pessoal que não atualizou. Abraços!

sábado, 10 de junho de 2017

Comentários: EZTEC 1T17

EZTEC - EZTC3:

A EZTEC é a empresa de ponta do setor de construção civil e incorporação, mesmo em um cenário econômico de baixa demanda imobiliária, a empresa continua tendo lucro e conta com uma posição financeira forte para passar ilesa por crises ainda maiores. O segmento de construção civil é extremamente instável, então acho importante optar pelas empresas mais resilientes do setor, mesmo que as ações possam estar mais caras em uma comparação direta.
As vendas líquidas ficaram próximo de zero, porque a empresa não lançou nada no trimestre, diminuiu o ritmo de obras diante da baixa demanda e os distratos continuaram altos, mesmo assim, a empresa conseguiu um bom resultado, lucrando 32M no trimestre, grande parte disso por causa do resultado financeiro oriundo do caixa líquido de 142M e dos recebíveis performados de empreendimentos imobiliários.
Lançamentos de 2017
Adquiri as ações EZTC3 de minha carteira no final do ano passado. Minha intenção é lucrar em uma virada do mercado imobiliário, porque o setor é extremamente cíclico e a EZTEC, por ser a empresa de ponta do setor, poderá ser muito beneficiada, porém não tenho pressa, pode demorar 3 ou 10 anos para que essa virada ocorra, enquanto isso permaneço recebendo os dividendos e, provavelmente, tendo uma rentabilidade decente.
Ainda não foi vencida a tendência de enfraquecimento que começou em 2013

terça-feira, 6 de junho de 2017

Quem Trabalha Muito Não Tem Tempo para Ganhar Dinheiro

Li a frase do título pela primeira vez há alguns anos atrás em uma matéria sobre pessoas que ficaram milionárias na bolsa e, por muito tempo, fiquei pensando sobre ela. A frase faz sentido em minha opinião, apesar de não ser um axioma matemático, faz sentido para a maioria das pessoas e, por isso, a maioria não consegue nunca atingir a independência financeira e fica dependendo do governo, parentes, etc. Vivem a corrida dos ratos.

Somente o salário não significa tudo


A frase acima é um clichê, mas não deixa de ser verdade. Apesar de ser conhecida, o brasileiro convencional não entende o seu significado amplo. Quem ganha um salário mensal maior tende a gastar com futilidades que não garantem uma qualidade de vida. Obviamente, não adianta o sujeito ganhar muito e continuar endividado, porque não consegue controlar os gastos.
Existem, basicamente, dois tipos de ganhos: os ganhos sobre trabalho e os ganhos sobre patrimônio. Para as pessoas organizadas, os ganhos sobre trabalho tendem a crescer em ritmo aritmético e os ganhos sobre patrimônio tendem a crescer em ritmo exponencial. Um sujeito que começa a investir com 20 anos pode nunca ter um salário tão grande como outro que começa a investir com 30 anos, mas mesmo assim possuirá mais patrimônio e renda total maior.

Dificuldade de investir corretamente


As pessoas que trabalham muito ficam com menos tempo para estudar e avaliar investimentos, por isso acabam optando por investimentos ruins. Eu conheci alguns médicos e engenheiros excelentes nas suas respectivas áreas, mas que eram totalmente mulas quando se tratava de investimentos, como resultado eles deixavam de ganhar dinheiro por não terem ideia do que fazer para investir o que ganhavam.

Agregar valor


Você não vai ficar rico somente acordando cedo para trabalhar, este pode ser um primeiro passo, mas é nada mais do que isso. Você é remunerado conforme o valor que seu trabalho agrega para a sociedade e o valor é determinado fortemente pela especialização do seu trabalho.

O Neymar ganha dinheiro aos baldes porque ele tem uma habilidade muito grande no futebol, a sociedade cria valor nisso por causa do valor como entretenimento. Não adianta ficar se remoendo e dizendo que trabalha mais que o Neymar, mas não ganha nem 0,01% do salário dele. O trabalho dele é extremamente difícil de ser replicado e o seu trabalho pode não ser.
Procure se especializar para que seu trabalho agregue valor. Não adianta ficar trabalhando como carregador de saco de cimento (sem desmerecer esse trabalho) a vida inteira e reclamar do salário.

Saúde


Napoleão dizia: "seis horas de sono para um homem, sete para uma mulher e oito para um tolo", mas ele morreu com saúde abalada ainda relativamente jovem, dessa forma, não acho que a frase dele faça tanto sentido. O tema de quantas horas devem ser destinadas para dormir é discutível, mas eu não acho saudável dormir menos que seis horas por noite, acho saudável dormir, pelo menos, sete horas por noite.

Claro que eu aguentaria dormir 4 horas por noite e não fazer nenhum exercício físico para trabalhar e estudar mais, mas isso não é nem um pouco saudável. Acho que viver dessa forma vai causar mais gastos futuros com recuperação da saúde do que proporcionar lucro com aumento de salários e ganhos sob trabalho.

Conclusão


Assim como na curva de Laffer, acredito existir um ponto de máximo aproveitamento do tempo trabalhado. Trabalhar pouco no começo vai te deixar mais pobre, bem como trabalhar demais e não ter tempo de se especializar, degradar sua saúde e não conseguir investir. Em tudo é necessário equilíbrio e essa lógica também se aplica sobre o trabalho.
P. S.: a matéria sobre os novos milionários era bem fraquinha, pegou alguns casos de pessoas que ficaram ricas com opções da Petrobras no dia da descoberta do pré-sal e mais algumas exceções que, por algum fato aleatório, ficaram milionárias rapidamente.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Fechamento: maio 2017 Carnegie


Fala doutores da blogosfera!

Hoje estou postando o fechamento financeiro do mês de maio. 
Consegui uma rentabilidade de cerca de 1%, vinculado, principalmente aos investimentos em renda fixa e FII.

IBOV últimos 30 dias: -5,04%
IFIX últimos 30 dias: + 0,78%
Poupança: 0,52% a.m
Rentabilidade mensal: 1,02%
Rentabilidade da carteira: 8,19%



Fiquei com rentabilidade acima do IBOV e do IFIX, não tendo prejuízo apesar da condição de queda acentuada da bolsa no final de maio. Como dizem, compre quando todos estão vendendo e venda quando todos estão comprando, apesar disso, não tinha caixa pra aproveitar o momento de barganha momentânea na bolsa, motivadas por uma notícia (áudio do Presidente Temer). Pouco depois, houve uma recuperação razoável da bolsa, em virtude dos preços estarem bastante subavaliados naquele momento. Inclusive ações perdendo 50% em 1 dia, e o caso da JBS perdendo cerca de 30 % no período.

Não tem como adivinhar os famosos cisnes negros, por isso que um pouco de estratégia que encontra a melhor oportunidade acaba sendo bastante interessante para pescar momentos como esse.

Aproveitei para comprar um pouco mais de ações do Banco do Brasil, permanecendo numa pequena desvantagem técnica no preço médio após o Circuit Breaker, já que estava com um lucro de mais de 7% com relação a minha primeira compra no mês de abril e início de maio.



Compra de JBS após as delações, em virtude de acreditar numa melhora a longo prazo da empresa e, pelo pagamento da multa ser responsabilizada pelo grupo controlador. Agora vamos observar como a empresa irá reagir a enxurrada de críticas, boicotes, etc.

Compra de JSRE e XPGA (atualmente MXRF), ambos fundos de investimento imobiliário em papel. Aos poucos, vou saindo da posição em renda fixa, em virtude da queda da SELIC e entrando, cada vez mais, em ações.

Livros lidos no mês: O Jeito Peter Lynch de Investir - Recomendado

Frase da semana, retirado do livro Sonhe Grande (que trata da construção do império de  Jorge Paulo Lemann):

"Todas as pessoas que eu já vi que se preocupavam com centavos nunca fizeram nada grande"

grande abraço a todos e bons investimentos.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Bala-de-Prata nos Investimentos

Salve, confrades! Vou explicar nesse post um pouco mais sobre a estratégia da Bala-de-Prata que eu citei no último fechamento. A ideia básica desse tipo de estratégia é selecionar, por meio da análise fundamentalista, um grupo de empresas, por algum motivo, desprezadas pelo mercado em que é possível a retomada de crescimento da empresa ou um ajuste do valor das ações da empresa a um patamar justo.
É basicamente operar a ineficiência dos mercados.

Desenvolvi minha estratégia pessoal com base nos ensinamentos do Peter Lynch, o livro dele é muito bom nesse sentido. Lynch dá vários exemplos de empresas desconhecidas ou desprezadas em que foi possível encontrar uma ten-bagger, ação que multiplica o capital investido por 10 em dez anos.
A estratégia que desenvolvi envolve operar o "submundo" do mercado acionário. Assim como na Internet, em que existem os sites alcançados pelos mecanismos de busca e a Deep Web, a qual os mecanismos de busca convencionais não têm acesso, o submundo do mercado acionário também segue essa lógica. Os grandes fundos de investimento não podem investir nas ações com pouca liquidez do submundo, então elas tendem a ter preços muito mais subvalorizados.

A Unipar era um caso de empresa do "submundo" do mercado acionário, quando custava 4,40 reais em 2014 ela era totalmente desprezada, não era nem citada em portais de notícias. Agora que recuperou a lucratividade e fez um ótimo negócio comprando a Solvay Indupa, voltou às manchetes do jornalismo financeiro e já recebe recomendações de compra de casas de análise especializadas.

Nesse caso eu consegui agir como Smart Money, comprei muito antes do investimento ser visado pelo mercado.

Infelizmente, essa estratégia envolve a assunção de prejuízos, não dá para ter sucesso em todas as empresas que analisamos, porque não possuímos bola de cristal e os fundamentos futuros podem não se concretizar. Claro que se as estratégias forem bem planejadas, esse tipo de investimento pode dar muito lucro. No meu caso, eu estou ganhando 150% com a Unipar desde 2014, mas perdi cerca de 35% do investimento na infame Prumo, ou seja, o lucro cobriu com folga o prejuízo.

O princípio básico desse investimento é encontrar empresas com negócios rentáveis, mas que passam por alguma dificuldade temporária ou por causa do tamanho são desprezadas pelo mercado.
Essa estratégia só deve ser usada por investidores com conhecimento em análise fundamentalista, porque existem muitas empresas fraudulentas no submundo e que de tempos em tempos são infladas por alguma bolha. Recomendo antes ler a Tríade dos Investimentos: O Investidor Inteligente, Ações Comuns Lucros Extraordinários e O Jeito Peter Lynch de Investir, a qual abordei nos posts I e II sobre como comecei a estudar investimentos.

Para diminuir riscos não dá para concentrar muito capital inicialmente em uma só empresa. Eu começo com um grupo de empresas em que invisto pouco dinheiro e vou aumentando progressivamente conforme os resultados vão melhorando, se a empresa começar a se deteriorar, eu retiro meu capital.

Por fim, deixo minha homenagem ao ex-blogueiro Zé Mobral, que operava com maestria essa técnica há alguns anos atrás, lembro que ele analisava quase todas as Small Caps e, corretamente, peneirou a Bematech, embolsando um grande lucro nessa ação.

Abraços!