domingo, 10 de dezembro de 2017

Fechamento Carnegie Novembro 2017


Fala pessoal, fazendo um fechamento mensal para não perder o costume, desta vez do mês de novembro.

Fiquei numa correria com a compra do carro semi-novo em virtude do meu antigo estar numa faixa crítica para maiores manutenções. Fiquei surpreso que as pessoas não são práticas ao se fechar negócio, no meio do caminho fechei com 2 pessoas e estas voltaram atrás de última hora. Você acaba gastando tempo e energia negociando com esse tipo de pessoa, porém vi que faz parte do processo.

Agora fico na luta da venda do meu carro, vamos ver quanto tempo vou demorar, espero que rápido.

As modificações na carteira não foram grandes, somente com a compra de ITSA3 e BBAS3, em virtude de uma queda no mês de novembro, comprando a um preço abaixo do que tinha vendido no mês passado.

Como não contabilizei o valor do carro inicialmente no cálculo da rentabilidade, meus ganhos no mês foram as seguintes:




Por hoje é isso,
grande abraço


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Fechamento: Novembro Anno 2017 - Barbarossa

Mais um mês de excelentes rentabilidades na minha carteira, as criptomoedas, com ênfase na Dash, continuam sendo a locomotiva e consegui um progresso financeiro nesse ano que não imaginaria ser possível:
Rentabilidade da carteira Brasil: +3,18%
Rentabilidade da carteira USA: +5,51%
Rentabilidade da carteira de Criptomoedas: +62,51%!!!

Rentabilidade Total: +12,53%!
Rentabilidade Anual: +79,38%!
 
Dólar mensal: -0,04%
IBOV mensal: -3,47%
IBOV anual: +19,1%

Eu tive a honra de ser aclamado com o título de "O Investidor da Idade Média" por alguns faraós que não gostaram muito de minhas opiniões em alguns posts passados. Felizmente, a ciência econômica é imutável, assim como os axiomas matemáticos, e é possível aplicar princípios da lógica econômica sobre a realidade para tentar encontrar boas opções de investimento. 
 
Um título que muito me honra

Consegui uma boa rentabilidade na minha carteira Brasil, mesmo com a queda do IBOV por causa da minha posição em Unipar que continuou subindo inabalada após a divulgação de mais um ótimo resultado. Estou parcialmente "hedgeado" contra perturbações internas, porque grande parte das empresas da minha carteira lucrariam mais com um câmbio mais desvalorizado, incluo a JBS nesse balaio, apesar da empresa estar desacreditada, seus últimos resultados mostram que a parte operacional é muito superior à concorrência.

A minha carteira USA ficou em stand-by mode e ainda teve rentabilidade positiva por causa do Sberbank que continua muito barato.

Aconteceu tanta coisa no noticiário das criptomoedas que nem parece que novembro só teve 30 dias, o fato que me tirou o sono foi a possibilidade de Flippening do Bitcoin Cash sobre o BTC. Como o Bitcoin está com tarifas altas e tamanho de bloco de apenas 1Mb, o Bitcoin Cash está mais funcional, com tarifas menores e transações mais rápidas. Cometi um erro trocando meus Bitcoin Cash por Dash há alguns meses atrás. Não vou mais vender moedas de Fork sem um bom motivo, permanecerei com os BTGs recebidos e talvez volte a abrir posição no Bitcoin Cash. 
As mudanças na carteira foram:

-Aumento de posição em Taesa - TAEE11
-Aumento de posição em JBS - JBSS3
-Compra de DASH
-Compra de BTC
-Venda total de Litecoin
-Alguns Trades no BCH por preocupação com o Flippening

Livros: Democracia, O Deus Que Falhou - Hans-Hermann Hoppe (em progresso).

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ranking de Rentabilidade - Outubro 2017

Salve! Segue a edição do Ranking de Rentabilidade mais atrasada e mais curta de 2017, fiquei sem tempo nesse mês e vou postar uma versão bastante resumida para manter as tradições:
Sim, estamos quase em dezembro e estou publicando o Ranking de Outubro.
Highlights:

- A Contabilidade do Ranking passou o Surfista Calhorda para a série "Café com Leite" por contabilizar ganho em ativo sem liquidez (imóveis).
- Nota Censoria para o Pretenso Milionário por estar atrasado.
- Ranking com poucas alterações, maior ultrapassagem foi o M1M que saiu da 13ª para a 11ª posição.

Tentarei postar mais em dezembro. Abraços!

Link para o Ranking de Setembro

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Golpe: Maximus Digital

A saga da pirâmide Alcateia continua após reviravoltas dignas de uma história de suspense. A última reviravolta é que ela se fundiu com uma empresa chamada Maximus Digital e vai mudar toda a oferta de planos de trambique investimentos. Sem dúvidas, é uma finalização do golpe iniciado na Alcateia com uma história de cobertura: a empresa mudou, a Maximus quebrou e os cabeças em breve desaparecerão.
Nem vou dar muita atenção aos aspectos técnicos desse Ponzi, vou focar, novamente, na parte psicológica, que eu acredito que seja mais importante para detectar esse tipo de golpe. Pelo menos, dessa vez, eles fizeram um site mais bonito, mas, como a Maximus parece ser somente uma fachada para a finalização de um golpe, já vem dando problemas desde o início e os comentários no Reclame Aqui e na página do Facebook (que não tiveram nem a atenção em atualizar o nome) não estão nada amistosos:
Resumindo os aspectos técnicos: A Alcateia prometia um retorno de cerca de 10% ao mês por meio de operações de gênios financeiros anônimos nos mercados de ações, forex, criptomoedas e apostas esportivas e depois que se "fundiu" com a Maximus os planos foram modificados para ganhos de cerca de 4% ao mês por meio de supostas operações de fomento mercantil.
Qualquer um que entenda de matemática financeira sabe que é possível que uma empresa pegue um empréstimo com taxas bem menores que 4% ao mês para financiar suas próprias operações.

Curioso, também, que a suposta atividade muda da água para o vinho, em dias os gênios financeiros evaporam e a empresa vira uma suposta boutique de investimentos. Sem falar que é dito que a Maximus já existe e opera há anos, apesar de ninguém nunca ter visto essa empresa (obviamente dá para pegar um CNPJ de alguns anos atrás para sustentar essa tese).
Há dois indícios psicológicos fortes que indicam que um suposto investimento é um esquema ponzi: o grande incentivo para chamar novos participantes e a aplicação da teoria da casca de cebola.

Pelo o que eu vi, o grande incentivo para chamar novos participantes não está presente na Maximus, porque acredito que ela seja somente a fachada para o término do golpe. Apesar disso, a Alcateia possuía um sistema de bonificações a partir de indicações de novos associados. Já a teoria da casca de cebola (explicada aqui) é onipresente, não se vê grandes investidores, os macacos velhos do mercado não caem facilmente em golpes.

Descobri que os esquemas de pirâmides Ponzi foram bastante utilizados pela máfia italiana para arrancar algum dinheiro da população menos esclarecida e sempre tinham uma fachada semelhante: uma empresa de investimentos que por algum método inovador conseguia rendimentos muito acima do mercado. Os mafiosos italianos eram mais espertos que os faraós brasileiros, porque, diferentemente dos cabeças da Kriptacoin, eles conseguiam esconder o envolvimento deles e tirar dinheiro do povo sem serem pegos. Vamos acompanhar as cenas dos próximos capítulos e verificar se os cabeças da Alcateia/Maximus conseguirão se aposentar nas Ilhas Cayman antes que as autoridades os encontrem.

Não, você não vai golpear o sistema bancário fiduciário e as odiosas reservas fracionárias participando de um esquema Ponzi, no máximo você poderá ser um piramideiro que se deu bem, mas nunca será um paladino da liberdade, como alguns acham que são. Se você caiu em um golpe desse tipo, preste atenção para não cair mais e faça um plano para recuperar o prejuízo financeiro. Por fim, o mural do hospício está aberto para lamentações e reclamações.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Comentários: Embraer 3T17

Estou acompanhando com lupa a Embraer desde o resultado do segundo trimestre, em que a empresa se saiu bem, considerando o cenário atual difícil e o câmbio valorizado. Como já tinha dito no post anterior, a Embraer é uma empresa difícil de ser analisada, porque ela não faz produtos triviais, não é uma empresa que pode ser administrada até por um idiota, muito pelo contrário. O negócio da Embraer exige muito gasto com pesquisa e desenvolvimento e a empresa precisa criar bons produtos para ser competitiva em um nicho do mercado de aviação global.
A própria Embraer já espera um resultado pior em 2018 do que neste ano, a razão disso é que ela está em fase final de implantação dois grandes projetos: O KC-390 e a linha de jatos comerciais E-2, explicados no último post sobre a Embraer. O primeiro jato comercial E-2 será entregue em Abril de 2018 e a Embraer já conta com uma grande carteira de pedidos confirmados para essa linha (backlog). O KC-390 segue no processo de certificação e não houve novos pedidos no trimestre, mesmo assim, ele está sendo apresentado para diferentes forças aéreas do mundo.

Nas últimas semanas as ações da Embraer caíram fortemente depois do anúncio que a Airbus vai comprar a linha de jatos da Bombardier que concorre diretamente com a linha E-2. O mercado espera que a concorrência aumente nesse segmento com investimentos mais fortes da Airbus, eu acho que é, de fato, um fator negativo para a Embraer, mas é um evento normal, nada catastrófico para as vendas futuras do E-2.
A Embraer reportou um lucro líquido ajustado de 238M, o que considero bom para o período que a empresa passa e pela situação econômica atual. A situação de endividamento da Embraer está controlada e mantenho meu "chute" de um lucro líquido anual de no mínimo 1,6B quando a empresa estiver na fase de "decolagem".
EMB-314 Super Tucano
O produto que surpreendeu positivamente no trimestre foi o EMB-314 Super Tucano, avião militar de ataque leve e treinamento projetado em 2009. Ele foi testado pela Força Aérea Americana para uma futura aquisição de aeronaves de baixo custo e recebeu a classificação máxima. O Super Tucano cumpre bem o propósito para qual foi projetado, é uma aeronave de baixo custo para treinamento, reconhecimento e apoio aéreo de solo, vale ressaltar que uma unidade do Super Tucano custa cerca de 10M dólares, enquanto uma unidade do caça "top of mind" da Lockheed Martin, o F-35, custa mais de 1B de dólares.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Android 10 anos

Nessa semana comemora-se 10 anos do lançamento do Android. Em 2007 despontavam-se no mercado os sistemas da Microsoft, Nokia, Symbian e Apple que subestimaram o Android como concorrente.

O Google estava por trás do lançamento, fomentando a tecnologia por trás desse sistema que buscava uma experiência muito melhor das diversas plataformas disponíveis no mercado. Como todos sabem, o IOS (sistema operacional desenvolvido pela empresa de Steve Jobs) é um sistema fechado, ou seja, não é possível que outros desenvolvedores criem ou modifiquem o sistema do Iphone.
Apesar das críticas do Iphone, o sistema mantém uma operacionalidade única para seus usuários, gabando-se da segurança de seus aparelhos.

Como prefiro o Android e, por ver diversos pontos negativos do Iphone para o usuário aqui no BRASIL, vejo que o sistema Android foi bem sucedido ao deixar sua plataforma livre para que outros desenvolvedores criassem aplicativos que fossem compatíveis com essa plataforma. Além disso, com a conta Google vinculada, conseguimos fazer um backup muito rápido de todos nosso contatos e diversas fotos que estavam num aparelho velho por exemplo.

Posso falar por experiência própria, seguindo minha opinião de que o sistema puro do Android nos telefones celulares é muito melhor para a experiência dos usuários. Como coloquei meu celular para consertar semana passada, tive a experiência de utilizar o sistema ultrapassado da Nokia, o Windows Phone.

Aqui no Brasil, não vejo vantagem das pessoas terem um IPHONE. Tirando a experiência única de ter um sistema "redondo" como esse, elenco alguns pontos negativos que dificultam a vida dos usuários aqui, tal como: carregador diferenciado, fone de ouvido diferenciado, Bluetooth não compatibiliza com Android e o próprio preço do aparelho. Sem falar nas pessoas que tem um Iphone, já conheci muitas, que não possuem internet no celular ou que querem "economizar dados" e ficam impossibilitadas de passar arquivos via Bluetooth (sabendo que isso é ultrapassado). Além dos carregadores e dispositivos caros que os usuários não querem pagar, acabam por utilizar carregadores velhos e remendados ou comprar os piratas disponíveis no mercado paralelo. Como falei antes, estou fazendo uma contextualização no BRASIL, com certeza para quem é americano a experiência é diferente.

Para termos uma noção em nível de utilização dos aparelhos no mercado mundial a distribuição é a seguinte:

Android: 86,2%
iOS: 12,9%
Windows: 0,6%
BlackBerry: 0,1%
O resto: 0,2%

Por fim, achei interessante a nova propaganda da Samsung que tira sarro do Iphone, fazendo uma alusão para que você "cresça" e compre um Samsung, achei a propaganda ótima.
Por fim, vejo que, por possuir um sistema que tende a ter muito mais aplicativos e sincronização mais eficiente (já ouvi comentários do tipo: mais eu sincronizo meu Iphone com meu Ipad, pois bem, mas você precisa ter um Ipad correto?), prefiro apostar no crescimento do Android na facilitação da vida do usuário brasileiro.

sábado, 4 de novembro de 2017

Viajante do Tempo e o Bitcoin em 2025

Em 2014, um perfil que se identificava como um cidadão que vivia no ano de 2025 disse ter escrito uma mensagem do futuro alertando para os perigos futuros de uma sociedade onde o bitcoin teria aceitação universal. Tal post foi originalmente publicado nesse link e voltou à tona no dia de hoje devido a esta tradução em português.
A história é muito bem elaborada, realmente prende a atenção do leitor e o emociona a ponto de confundir o raciocínio e faz crer na veracidade da história. Obviamente, a história é um fake, porque só vejo a possibilidade de mandar mensagens eletrônicas para o passado através de buracos de minhoca que conectem universos paralelos. Deixando a ficção científica de lado, vou comentar alguns pontos que achei interessantes da história.

A história já começa errando sobre a cotação do bitcoin em 2015, dizendo ter chegado a mil dólares em 2015, enquanto em nenhum momento desse ano ela passou de 500 dólares.

A parte das cidadelas independentes e da Nova Idade Média é interessante. Arrisco dizer que eu gostaria de ver isso acontecendo, apesar de achar que as criptomoedas não conseguirão acabar com os governos. Obviamente, se acontecesse a extinção da maioria dos governos (e extinção da elite globalista mundial) e organização da humanidade em pequenas sociedades, não acho que seria algo catastrófico como os eventos descritos no texto.

A África dominada pelos "pastel de flango" e pelos sarracenos também é hilária, de qualquer jeito, não acho que seria muito pior do que é hoje.

Sem dúvidas, a parte mais importante no texto e que é necessária mais reflexão é sobre o efeito da inflação e deflação. O autor do texto defende que inflação é uma coisa boa e que mantém a economia funcionando por meio de uma oferta infinita de dinheiro. Eu discordo fortemente dessa teoria, a inflação como conhecemos é somente uma forma dos governos cobrarem um imposto indireto, porque todas as novas moedas fiduciárias são criadas por eles. Dessa forma, eles elevam a preferência temporal porque o cidadão dono de moeda fiduciária tende a gastá-la antes que ela perca mais valor.
Uma sociedade pode funcionar com qualquer quantidade de valor monetário desde que ele seja divisível, e a ausência da criação de novas unidades monetárias não representa um risco para a economia, muito pelo contrário. A partir do momento que a moeda não é mais falsificável, há um incentivo maior para não gastá-la em consumo imediato e sim fazer investimentos de longo prazo para conseguir gerar um valor maior ao longo do tempo (mais moedas). Se o bitcoin virasse uma unidade de valor planetária, o preço dele tenderia a se estabilizar e ele não seria mais usado para especulação financeira, então haveria um incentivo maior para gastá-lo em investimentos. Dessa forma, o próprio mercado estabilizaria o valor do bitcoin, porque a necessidade de consumo e a possibilidade de investimentos, fariam com que as pessoas resolvessem gastar seus bitcoins ao invés de fazer hold AD AETERNUM como o texto sugere.
Por analogia: se um pão custasse hoje 2 reais, mas em 2018 custasse apenas um real, será que todos deixariam de comprar pão agora para comprar em 2018?

O que vou fazer agora? Já estou comprando minhas passagens de avião e negociando o contrato para viver na cidadela. Abraços!