segunda-feira, 22 de maio de 2017

Comentários: JBS 1T17

JBS - JBSS3:

A intenção inicial desse post era discutir o último resultado da JBS, mas é impossível embasar qualquer opinião sobre a empresa e desconsiderar os eventos políticos e judiciais pelos quais a empresa passa ou passou.

O Último Resultado:


O último resultado da JBS foi muito bom, a empresa conseguiu um lucro de 422M, mesmo com o dólar desvalorizado e com os impactos da Operação Carne Fraca, que provocou fechamento temporário de frigoríficos e férias coletivas, ainda que a JBS não tenha apresentado nenhuma irregularidade grave.
A BRF, concorrente da JBS, mesmo focando em produtos de maior valor agregado, postou prejuízo de 281M no mesmo período.

A dívida líquida da JBS é grande, mas não é um problema, porque 92,2% dela está em dólares e o custo médio da dívida em dólares é de apenas 5,11% ao ano. A dívida com o BNDES é de apenas 0,1% atualmente. A relação dívida líquida/EBITDA é de 4,2, o que é aceitável por causa do baixo custo da dívida.


A empresa continua a trajetória expansionista, agora somente utilizando a própria geração de caixa, em janeiro comprou a GNP, uma produtora de frangos nos EUA.

Importante ressaltar que 80% do faturamento da JBS é proveniente de atividades internacionais, a empresa se tornou o maior grupo de proteínas global e as atividades no Brasil já não são tão determinantes no resultado.

Problemas Políticos/Judiciais


Como eu disse, não dá para falar nada sobre a JBS sem tentar entender o que se passa por trás dos bastidores e tomar conhecimento de Joesley Safadão o anti-herói brasileiro:
Não considero o Joesley e o Wesley como vilões, mas sim como anti-heróis. O anti-herói tem vários defeitos morais, mas, no final, ele faz alguma coisa boa, acho que essa é a melhor descrição dos dois irmãos. Ao fazer o acordo de delação premiada, Joesley enfureceu muita gente porque mostrou ao mundo a corrupção dos políticos.

A JBS cresceu com corrupção (caixa 2) e Lobbys políticos? Sim, mas essa era a regra do jogo há dez anos atrás, infelizmente é impossível crescer muito em um setor como esse sem um lobby no governo, os participantes do mercado sofrem pressões para entrarem em lobbys. Não dá para saber ainda o tamanho do caixa 2 da JBS, a maior parte das doações foram legais e o dinheiro do caixa 2 mostrado até agora partiu da empresa controladora ou dos próprios controladores.
Destaco que a corrupção tem um viés positivo, quando alguém fala: "imagine um Brasil sem corrupção", eu logo imagino uma distopia em que o Lula seria o líder máximo e todo o povo escravizado. Esta visão é exagerada, não nego, mas o fator positivo da corrupção é que ela enfraquece a autoridade governamental, se o PT nunca tivesse praticado corrupção, o Brasil seria eternamente petista. Da mesma forma, a corrupção enfraqueceu a autoridade estatal mais uma vez, apesar do ímpeto da mídia em querer colocar o Joesley na cruz, foi o Temer que aceitou sua visita secreta ao Palácio do Jaburu.

Apesar do financiamento abundante do BNDES a juros baixos, por conta da política dos campeões nacionais do presidente Mula, a JBS foi a ÚNICA empresa que deu certo, a maioria, como a Sete Brasil, foi um ralo de dinheiro público e o BNDES assumiu um grande prejuízo. Na JBS, o BNDES conseguiu ter lucro, porque as dívidas não foram calotadas e ele terminou com uma participação acionária grande.

A JBS continuou crescendo no exterior, mesmo sem os empréstimos do BNDES que impulsionaram a empresa no começo, isso mostra que a empresa tem uma administração operacional, no mínimo, decente.

Quais são os Impactos?


Os impactos para a JBS estão longe de serem estimados, porque quase todo o dinheiro de caixa 2 foi noticiado como sendo da J&F, a controladora, ou do próprio dinheiro dos irmãos (ambos não saem do caixa da empresa).
A controladora negociará uma delação premiada e pagará uma multa pelas atividades criminosas dos últimos anos.

O maior risco para a JBS seria se o caso da compra do frigorífico Bertin fosse desenterrado. Essa negociação ocorreu antes da empresa abrir capital, e tudo indica, que em um acordo de compadres, os controladores da JBS sobre avaliaram o Bertin para diluir o BNDES e depois compraram com desconto a parte societária resultante da compra da família Bertin na JBS. Depois disso apareceu uma Holding sediada em Delaware com acionistas misteriosos que detêm cerca de 6% da empresa.

Conclusão


Se a JBS não tivesse nenhum problema político/judicial, ela estaria sendo negociada a preço de banana. O preço atual reflete a expectativa que a empresa terá que pagar pesadas multas e terá dificuldade em refinanciar a dívida. Eu, particularmente, acredito que o mercado está sendo pessimista demais, sou acionista da JBS há anos e continuarei sendo enquanto os resultados forem favoráveis (e se ela não tiver que pagar uma multa que inviabilize a empresa). Obviamente, não esperava que ela fosse atingida tão fortemente por essa investigação, mas não acho prudente vender ao som de canhões.

Sempre digo: cuidado com a falta de diversificação, se você é acionista da JBS ou pensa em se tornar acionista e está preocupado, deve reduzir a posição, até mesmo porque nessa empresa (na verdade em todo investimento no Brasil, em menor ou maior grau) basta uma canetada do governo para zerar o valor de suas ações.

domingo, 21 de maio de 2017

Crise 2008 x Crise 2016

Salve, doutores! O texto a seguir trata de alguns fatores que impulsionaram a crise que estamos vivendo e algumas diferenças da situação brasileira durante a crise de 2008 (Crise do Subprime americano). Como foram inúmeros fatores, procurei elencar as principais contribuições ou cagadas, podemos dizer, para que chegássemos ao fundo do poço

Tivemos alguns fatores que possibilitou que o Brasil conseguisse ser menos impactado da crise de 2008. Como meu objetivo aqui é exemplificar de modo simples e prático, irei elencar algumas características que foram benéficas para superar a crise. É interessante ressaltar que esses fatores não puderam ser replicados no momento atual, já que enfrentamos outra conjuntura econômica e social em nosso país.

Naquele momento, tínhamos uma China que demandava uma quantidade significativa de commodities, favorecendo os países exportadores dessa matéria prima, tal como o Brasil. Ou seja, havia uma impulsão das exportações quando compararmos com as importações, e, desta forma, nossa balança comercial saía favorecida.


Ainda como influência, tínhamos juros muito baixos no exterior, já que a política da expansão cambial foi utilizada para superar a crise no âmbito global. Para termos uma noção, os títulos do governo americano despencaram nessa época e, os de curto prazo chegando a marca dos 0%. Tínhamos, nesse momento, uma quantidade de investidores estrangeiros querendo realizar aplicações que fossem mais rentáveis, desta maneira, vemos que o Brasil, com o grau de investimento, era uma boa opção com um risco aceitável para absorver esses investimentos estrangeiros.

No começo dos anos 2000, tínhamos um desemprego bastante elevado, com taxas de 12% e, em 2013 menos de 6%. Para aumentar a capacidade produtiva, ou importa-se mais, o que acarreta em uma maior pressão inflacionária, ou aumenta-se a produtividade. Como havia um contingente bastante elevado para absorver a demanda (desempregados), tínhamos um ingrediente que possibilitou o aumento da produção, sem quebrar o teto de meta da inflação.

Com maior poder de consumo, acarretado por um menor desemprego, aumenta-se a demanda interna por produtos.

Foram realizadas medidas na política monetária a fim de fomentar a linha de crédito, diminuindo os depósitos compulsórios dos bancos. Além disso, o Banco Central Brasileiro atuou como emprestador, porém muito menos do que a Europa e os Estados Unidos.

Com essas medidas, o Brasil conseguiu sair de forma rápida da crise e, para termos uma ideia, em 2010 o Brasil havia crescido mais de 7%.

Tivemos um aumento de demanda, sem uma contrapartida da oferta, porque não houve aumento de produtividade. Se não há essa contrapartida, temos aumento de inflação (mais indivíduos querendo uma quantidade limitada de produtos) e/ou um aumento da importação de produtos para compensar essa falta de oferta do mercado. De uma maneira geral, o foco na demanda (estímulo de crédito) e não na oferta (foco na produção) acarreta algumas consequências inevitáveis ao mercado Brasileiro.

A competitividade visando as exportações, depreciando o real, através da intervenção artificial do estado, faz com que os insumos subam de preço, acarretando numa subida de preços por aqui. 

Então, quais os fatores que não estão presentes atualmente para auxiliar a frágil economia brasileira neste momento? 

Desde já vemos que o Brasil não se preparou para os ciclos da economia, lembre-se tivemos diversas crises econômicas mundiais (alguns exemplos: 1929, 1973 - crise do petróleo, 1987, 1998, 2008). O Brasil, e aí eu me atenho aos governantes, não se preocuparam na preparação para possíveis variações do cenário externo. Ou como Nassim Taleb cita os "cisnes negros" (situações imprevisíveis).

 - Nesse panorama, tivemos uma diminuição do consumo da China por commodities, acarretando numa diminuição da balança comercial brasileira

 - Além disso, um aumento do déficit nominal que trata dos gastos públicos, um aumento de mais de 6% do PIB, ou seja, temos mais gastos do que receitas. Imagina se continuássemos gastando mais do recebemos por tempo ilimitado. Alguém iria pagar a conta por tamanho descontrole.

Nada mudou..
 - Descontrole da meta da inflação no período e intervencionismo estatal no Banco Central que deve ser um órgão independente do setor político. No momento de uma maior inflação, os juros deviam ter sido aumentados, porém esta linha de ação foi tomada de forma contrária. O governo cortou a Taxa Selic para impulsionar artificialmente o consumo, acarretando num descontrole inflacionário e a meta de inflação estipulada pelo Banco Central foi ultrapassada. (lembremos, centro da meta 4,5% a.a e teto da meta inflacionária 6,5 a.a)

- Buscava-se uma depreciação do real com o intuito do incentivo industrial, para isso, o Banco Central não deixava o câmbio flutuar livremente ao utilizar artifícios artificiais com o objetivo de deixar o real desvalorizado perante a moeda americana.

- Grande intervencionismo na economia, principalmente no setor elétrico e combustíveis, acarretando num aumento substancial do preço desses setores posteriormente. Em algum momento iríamos pagar a conta.

- Crédito barato do BNDES (outra instituição que não deveria existir) para empresas que efetivamente não estavam alinhadas com o auxílio do crédito, pois essas concessões não cobriam valores mínimos de reposição do valor cedido, tampouco o enquadramento necessário da real necessidade para algumas empresas.

- A concessão de crédito chegou ao seu limite, acarretando num endividamento maior das famílias no período. Não havia mais como aumentarmos o crédito, pois essa medida havia chegado ao fim e não podia-se baixar os juros em virtude da inflação elevada.

Não sou profissional no assunto, porém busquei alguns fatores contribuintes para chegarmos a pior recessão da história brasileira. Como vemos em alguns acidentes, os erros ou os fatores nunca estão isolados, sempre é um somatório de linhas de ações ineficientes e desregradas. Fato que ocorreu com governantes incapacitados e totalmente incapazes do entendimento de ações básicas para conter o avanço da recessão econômica. E agora vamos continuar poupando e investindo, porque só assim podemos ter segurança para passar por crises e nunca depender de favores do governo.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Ranking de Rentabilidade - Abril 2017

Salve, confrades! Sobrevivi ileso ao Circuit Breaker na saudosa Bovespa, infelizmente estava trabalhando e não tive o prazer de acompanhar ao vivo esse histórico evento. Também não realizei nenhuma mudança na carteira, porque permaneço 100% alocado. Vamos ao que interessa, está no ar a quarta edição do Ranking de Rentabilidade:

Série A: Masters of the World

Clichê, mas é assim que imagino o Pretenso
O Pretenso Milionário assumiu a liderança do Ranking, sua estratégia de peneirar small caps está se mostrando vitoriosa até agora e rendeu espantosos 17,21% em quatro meses, com isso, o Surfista Calhorda foi desbancado do primeiro lugar do ranking. O Surfista, por sua vez, teve o seu estoque de truques com blue chips esgotado e ficou com uma rentabilidade mensal negativa de -0,41%.

O Economicamente Incorreto passou um turno de castigo nos atrasados e voltou triunfalmente para a terceira posição, sua carteira 100% em ações entregou uma rentabilidade excelente até agora. Eu consegui a promoção para a Série A por causa, principalmente, das minhas duas balas de prata, ou seja, ativos que possuem grande participação na carteira: PQDP11 e Unipar.

Série B: Not Bad


Disputa animada na Série B
As rentabilidades mensais foram moderadas na Série B e não ocorreram ultrapassagens emocionantes. O Investidor Defensivo ficou em quinto com rentabilidade de 12,84% até agora e carteira focada em ações, o Longe do Limite, também com carteira focada em ações, ficou com 12,80%, o Zé Ninguém rentabilizou a carteira em 9,39% até agora e o Investidor Convicto ficou em 8,15%, ocupando o oitavo lugar.

Série C: Pé-de-Chinelo


O Aportador realizou uma ultrapassagem e ocupou a nona posição com rentabilidade de 7,28%. Após ser informado que a Malha Fina Capitalismus detectou incongruências no seu fechamento mensal, Carnegie teve que refazer os cálculos de rentabilidade dos seus fechamentos, porque ele estava batendo cabeça na planilha de rentabilidade do ADP. Com a rentabilidade consertada, descobrimos que ela era, na verdade, um pouco menor do que se pensava.
Funcionário operador da Malha Fina Capitalismus
O Idiota ficou em décimo primeiro lugar e teve uma rentabilidade levemente negativa no mês, mesmo com sua carteira balanceada entre RF, FIIs e ações. O Noob Investidor manteve-se estável na décima segunda colocação.

Série D: Jênios das Finanças


O Pobre Japa teve uma rentabilidade nominal zero no mês, mas foi ultrapassado e caiu para a série D. O Meu 1º Milhão ficou na décima quarta posição e em décimo quinto ficou o Investidor "devagar e sempre" das Exatas, colecionando rentabilidades mensais próximas a 0,5%. 
Investidor Livr3 ensinando respeito para uma moça comunista
O Investidor Livr3 deve ter ficado tão impressionado com sua viagem aos Estados Unidos que não fez o fechamento mensal e ficou atrasado.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

XP Investimentos e Concentração de Mercado

Há alguns dias atrás, o Banco Itaú anunciou que comprará 49,9% da XP Investimentos e sua fatia poderá chegar, segundo o acordo, a até 75% do capital social da XP, porém a gestão da XP permaneceria com o controle do negócio.
Pelo ponto de vista do consumidor, acho essa concentração de mercado de corretoras de bolsa péssima, o cliente fica com um menor número de opções e as corretoras maiores passam a criar um oligopólio e aumentar tarifas.

A XP cresceu com o slogan "desbancarize", sugerindo que o investidor tirasse seus investimentos de bancos e corretoras de grandes bancos e os colocassem na XP. Claro que esse slogan era totalmente racional, os bancos e corretoras de bancos cobram taxas que dilapidam seu patrimônio e tornam muito mais lento o seu crescimento.
Receita Federal, Itaú, XP e Rico
A vinculação da XP ao Itaú, muito provavelmente, piorará as taxas e vantagens para os clientes da XP, digo isso baseado em estatísticas passadas: a Ágora já foi a maior corretora do Brasil, até que ela foi comprada pelo Bradesco, lentamente incorporada e, por fim, acabaram com todas as vantagens sobre o resto do mercado, hoje a Ágora é uma sombra do que já foi. Outro caso mais recente é o da corretora Rico que foi comprada pela própria XP e, logo após isso, as taxas foram elevadas, o que reduziu a competitividade da corretora.

Não acredito na conversa de que "o investimento do Itaú é apenas financeiro", claro que o Itaú ganharia sinergia se juntando a XP, ele poderia oferecer alguns produtos da XP pela rede bancária e a XP, por sua vez, poderia utilizar sua rede de agentes autônomos para oferecer produtos do Itaú.

Por que ocorre a concentração de mercado?


O maior incentivo à concentração de mercado são as regulações governamentais, há alguns anos atrás era muito mais barato abrir uma corretora mobiliária e passar a oferecer seus serviços, mas as regulações governamentais e a existência de um monopólio de bolsa de ações no Brasil acabaram por encarecer a abertura de corretoras no mercado.
É totalmente descabida a ideia de algumas pessoas que defendem que "o governo deveria criar agências reguladoras para impedir os cartéis e monopólios", porque essas estruturas de concentração mercado, quase todas as vezes, só existem porque os empresários metacapitalistas se infiltram no governo e conseguem que as regulações beneficiem os seus negócios, a abertura de mais agências reguladoras só aumentaria os gastos públicos e as possibilidades de regulação por parte dos grupos econômicos metacapitalistas.

Como o Itaú compraria 75% da XP e permaneceria sem controle?


Existem ações ordinárias e preferenciais da XP (embora a empresa não seja negociada em bolsa) em uma proporção de 1 para 1. Pelo acordo proposto, o Itaú compraria a totalidade das ações preferenciais, mas apenas 49,9% das ações ordinárias, dessa forma ele teria quase 75% do capital social, mas, mesmo assim não teria voz majoritária na direção da XP. Obviamente, como eu já disse, na prática o Itaú terá força dentro empresa, embora, na teoria, ele seria minoritário.

O que fazer?


Ainda existem opções muito boas de corretoras que cobram taxas menores que a XP e as corretoras de banco e ainda oferecem os mesmos produtos. A concentração do mercado ainda não chegou ao ponto de reduzir a oferta de corretoras a um oligopólio.

Em investimentos, diferentemente do resto do mercado, quanto menos se paga, mais se tem. O investidor não precisa pagar 20 reais por ordem na semi-falecida Ágora, por exemplo, ele pode pagar apenas 7 reais por ordem na Socopa e ainda ter isenção de custódia e de taxa de corretagem para FIIs.


* Estou devendo o Ranking de Rentabilidade, irei publicá-lo na sexta, como ele demanda bastante tempo para ser produzido fiquei atrasado.

Abraços!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Básico de Investimento - CDB


Básico de investimento - CDB 

Fala pessoal, hoje vou fazer um post um pouco diferente que vai tratar sobre conceitos básicos de economia para quem não está nem um pouco familiarizado com os temas voltados para a área econômica. Vi que tem bastante material na internet, porém achei interessante criar algo do próprio blog Capitalismus sobre alguns conceitos para pessoas que ainda estão engatinhando nessa área.

Desde já, gostaria de salientar para aquelas pessoas que já detém algum conhecimento na área, para não prosseguir a leitura, pois irei tratar conceitos bastante básicos.

Será criado um marcador com o intuito de facilitar futuros post sobre o assunto.
No dia de hoje, irei explicar um ativo financeiro bastante popular e de fácil entendimento que é o CDB. Então vamos lá:

CDB - Certificado de Depósito Bancário. É um título que o banco emite com a finalidade de adquirir dinheiro para financiar sua atividades (explicação bem básica). Ao comprarmos um CDB, estaremos emprestando dinheiro ao banco através de uma taxa estabelecida em um tempo determinado.

Quando falamos de título estamos nos referindo a que exatamente? Podemos dizer que o título é  um documento que determina a propriedade de um referido ativo financeiro.

Toda rentabilidade de um CDB, ou seja, tudo aquilo que você ganhou por emprestar esse dinheiro ao banco será taxado pelo imposto de renda (governo irá tirar uma parte do seu rendimento para si).

Os prazos e as taxas do imposto de renda estão logo abaixo:

Quanto menor o tempo, mais imposto paga

Qual a taxa de um CDB?
Varia de banco para banco, pode ser tanto diária como anual, isso irá depender da instituição financeira e do valor que irá investir. Colocarei um exemplo no final do post

Como vocês podem observar no quadro acima, quanto mais tempo deixar, menos imposto irá pagar. Porém há um limite de até 15% do que você ganhou da sua aplicação. Então, caso eu tenha ganho R$100,00 na minha aplicação em CDB, irei deixar para o governo R$ 15,00 e irei permanecer com R$ 85,00. Vale ressaltar que esse desconto é automático no vencimento ou na retirada do valor investido. 

Como é remunerado o CDB? Ou seja, como vou saber a taxa que irei receber ao aplicar nesse tipo de investimento?

Primeiramente, irei explicar um pouco o que é o CDI ou Taxa DI para depois conseguir fazer um link com a ideia.
CDI: O Certificado de Depósito Interbancário é parecido com o CDB, porém é restrito ao sistema bancário. Vamos pensar, então, que um banco necessita de dinheiro emprestado por um determinado tempo. Uma maneira de pegar esse dinheiro emprestado é pedindo para outro banco (para isso irá ser cobrado uma taxa obviamente). Essa taxa é vinculada a taxa básica de juros da economia brasileira que é a Taxa Selic (você com certeza já deve ter ouvido falar alguma vez dessa taxa).

Taxa Selic: A Selic é a taxa básica de juros da economia no Brasil. Essa taxa serve de parâmetro para os investimentos de renda fixa.

Desta forma, podemos voltar para pergunta elaborada acima.

A rentabilidade contratada da grande maioria dos CDBs é vinculada ao CDI (que é a taxa interbancária), por isso seu investimento terá uma rentabilidade que tende a se manter fixa por curtos períodos, sem grandes oscilações de mercado. Por isso o nome renda fixa. O CDB pode ser, ainda, prefixado, nesse caso a rentabilidade é decidida no momento da aplicação, ou pós-fixado, nesse caso a rentabilidade varia conforme a variação do CDI. A grande maioria dos CDBs são pós-fixados.

É importante destacar que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) diz proteger investimentos de Pessoa Física em até 250 mil reais por instituição financeira, mas, mesmo assim não é uma estratégia boa investir em um CDB de um banco que está quebrando, porque seu dinheiro poderá ficar congelado por meses ou anos.

Com o intuito de exemplificar vou colocar um exemplo de uma corretora do mercado.

Verifique o Banco, o prazo contratado e a taxa CDI oferecida

Esse tipo de investimento é oferecido como forma de diversificar os investimentos e para pessoas com perfil conservador.

Abraço a todos!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Desarmamento no Brasil

A Matrix tenta atuar nas nossas vidas desde a infância, a doutrinação começa nas escolas. Somos obrigados a passar grande parte de nossos dias fazendo atividades que não dão retorno algum à pessoa, além disso grande parte das aulas são sessões de doutrinação estatal. Uma das doutrinações que tentam enfiar na nossa cabeça desde a idade escolar é o mito que não devemos nos defender, mas sim se render frente a qualquer ação criminosa.

Obviamente que "sempre se render" é uma grande mentira produzida para transformar os brasileiros em gado e tornar o povo mais fácil de controlar a partir do medo. O correto é reaja sempre que surgir a brecha, sempre que o criminoso fizer um descuido e a reação for favorável, deve-se aproveitar a oportunidade. Claro que isso envolve preparo e treinamento.
Qualquer sociedade que deixa de cultivar valores altivos e se transforma em um bando de ovelhas, é destruída. A cada dia que passa estou vendo a situação da sociedade francesa se deteriorar e não vejo muita salvação, porque em uma das oportunidades que eles tinham de frear a invasão salafista e a perda de soberania para a União Europeia e movimentos globalistas, 2/3 votam no candidato do establishment. Entre os valores altivos, está incluída a defesa pessoal e o vigor físico, o ser humano deve cuidar do próprio corpo. É sua obrigação.

Desarmamento no Brasil


O desarmamento no Brasil começou no primeiro governo do Getúlio Vargas, em que, após enfrentar a Revolução Constitucionalista Paulista, ele decidiu proibir o uso de todos os calibres mais fortes que o 38 Special para civis. No glorioso Império e na República Velha, era possível comprar munições até em mercearias, a taxa de analfabetismo era alta (a violência não vai abaixar com mais escolas para ensinar doutrinas do Paulo Freire), mas grande parte da população possuía as próprias armas e os índices de violência eram ínfimos quando comparados com os atuais.

Claramente, a decisão do Getúlio era uma forma de engenharia social governamental. Ele retirou as armas de grande parte dos cidadãos para que não surgissem revoltas contra o seu governo. Como resultado dessa medida, surgiu o Cangaço no Nordeste. Obviamente, os "caras maus" não devolveram voluntariamente os fuzis.

No regime militar os direitos sobre a compra de armamentos permaneceram inalterados, o cidadão ainda poderia ter dois revólveres 38, duas espingardas e dois rifles.

Foi no governo traidor do FHC que "democraticamente" os direitos sobre a compra de armamentos passaram a ser restringidos novamente, foram criadas mais limitações, campanha do desarmamento e penas maiores para a posse de armas sem registro.
Mais uma ação da Matrix para prejudicar sua vida

No governo do Mula, o povo brasileiro foi imensamente lesado e muito dificultado de exercer seus direitos à defesa pessoal com o odioso Estatuto do Desarmamento. Mesmo após o governo sofrer uma derrota vergonhosa no referendo sobre a proibição total da venda de armas, o Estatuto foi mantido. Viram porque eu digo que democracia é um lixo?

Desarmamento hoje


Já expliquei nesse post quais os processos para adquirir uma arma registrada no Brasil. Evito falar sobre esse tema com conhecidos, é um tema bastante "realista" e muitas pessoas tem dificuldade de entender a importância, mas uma das coisas que me impressiona é como acham um absurdo pagar mil reais para documentação e três mil para comprar uma arma e acham totalmente normal gastar dois mil em uma carteira de motorista e mais 40 mil em um carro meia boca novo. Não que seja moralmente correto ficar financiando a burocracia estatal, mas é uma ordem de prioridades ilógica.

Lembro que além das armas de fogo também há métodos muito eficazes de se defender com armas brancas, no primeiro post da série já citei como que é essencial o porte de uma arma branca cortante, no post sobre defesa residencial falei sobre a utilização de um machadinho para defesa residencial. Também existem balestras ou crossbows que, apesar de serem armas de ataque, podem ser utilizadas para defesa residencial. O grande problema é que você provavelmente só terá um tiro, porque elas demoram para armar, mas uma flecha a mais de 300 quilômetros por hora atingindo o corpo de um criminoso canalha será mais que suficiente para neutralizá-lo.
Lembre-se de sempre treinar o corpo e a mente para que saiba enfrentar uma situação de violência, na maioria das vezes os criminosos cometem muitos erros que poderiam ser explorados por alguém treinado. Além disso, deve-se sempre evitar ações criminosas, evite frequentar lugares propícios à atividades criminosas, esteja atento ao sair e entrar de casa e mantenha sempre um nível elevado de atenção quando estiver na rua.

Abraços!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Fechamento Abril 2017 - Carnegie


Fala doutores, hoje estou postando a minha rentabilidade da minha carteira do mês de abril.

Correria, final do mês passado para entregar a declaração do IR - tendo formatado meu computador ano passado e esquecido de salvar os dados da declaração do ano de 2016, tive uma leve indisposição mental para finalizar o tão maravilhoso Imposto de Renda 2017. Além de tarefas extras no trabalho, não consegui concluir nenhum livro esse mês. Ponto negativo.

Bom vamos lá, rentabilidade humilde:

Rentabilidade da carteira: +1,10%
Rentabilidade Anual: +7,09%


IBOV últimos 30 dias:   +1,44% 
IFIX últimos 30 dias :   +1,08% 
Poupança:                       0,56 % a.m

Não tive uma rentabilidade muito boa esse mês, pois, praticamente mantive minha posição do mês anterior, com o incremento da compra de BBAS3 no leilão de fechamento do dia 13 de abril.

Coloquei minha ordem faltando 5 minutos para o término do pregão, conseguindo um valor que está me trazendo uma rentabilidade boa até o momento. Como não vou mais ficar no impulso de compra e venda, compra e venda, resolvo manter as ações por médio prazo. 

Se eu pensar que ficava comprando e vendendo as ações do BBAS3 no ano passado na faixa dos R$ 17,00, poderia estar numa condição da carteira muito mais interessante, já que iria me poupar tempo e trabalho, além da corretagem para esse tipo procedimento. Agora vou seguir a linha do Marcelo Barbarossa que procura manter suas posições por bastante tempo.



PQDP11 estava no radar do mês passado, dando uma olhada nesse momento, vemos que a cotação passou dos altos R$ 2500 para cerca de R$ 2700. Uma rentabilidade atual inferior a poupança (potencial consumo e aumento da rentabilidade com a melhora da economia?)

Espero gradativamente ir tirando um percentual maior da renda fixa e colocando, gradativamente, mais na renda variável, porém vou procurar realizar as operações com cautela e paciência e, além do mais, me aprofundar cada vez mais no aspecto fundamentalista.

Era isso pessoal, estou de olho em FIIs de papel no momento, realizando um estudo de JSRE11 e XPGA11, talvez coloque um pouco no mês de maio. Quem tiver mais alguma sugestão, pode contribuir nos comentários.

abraço a todos.